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quarta-feira, agosto 23, 2017

sugar

you know better by now than to eat sugar.
you know how lethargic you get and how drugged up you feel. it appears now, even in small dosis.

you ARE still doing fine. so fine! more foccused and more able to say right from wrong when it's about your compulsatory eating.

it's ok if you indulged yourself now.
it's ok. just don't do it again tomorrow. don't be a child, take responsibility for your choices.

for your body, your health and your principles that you carelessly chose to ignore, just to selfishly eat a piece of chocolate.

but you're doing good.
i'm not gonna be hard on you. more like the opposite; i'm gonna CHOOSE to be gentil with you us.

lemme hug you, ms. s.



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funny enough, i just found a draft here about the same sensation:


"I feel drugged up.

My eyes are now only able to move slowly, my heart is racing and I feel out of place because of the high amount of sugar I've been
consuming all day.


I actually never been drugged up in life, but I've seen those people in the movies and I feel like them.

(...)"

sexta-feira, janeiro 01, 2016

sábado, abril 18, 2015

Estou trazendo as coisas boas de volta pra mim

Tem um tempo, eu venho querendo separar a sexta-feira  e só a sexta-feira  pra poder comer aquela comidinha mais gostosa, mais culposa. Sexta, porque é quando eu geralmente saio com algum amigo pra comer (sim, o programa da gorda é comer!); sexta, porque final de semana é muito longo  geralmente começa na sexta e só termina na segunda, com sorte: muito tempo de orgia alimentar. Então eu percebi que essa seria uma boa pra mim, que gostaria de fazer assim e que até simpatizava com a ideia: sexta, o dia da escapadinha com perdão.

O engraçado, apesar de não me causar riso, é que eu vinha comendo o que quisesse, quando quisesse. Difícil aceitar isso. A cabeça, louca pra comer, vai produzindo e aceitando as próprias fantasias. A verdade é que eu estou comendo, sim, mais do que já comi um dia. Estou comendo, sim, muito mais besteiras e calorias vazias que já comi um dia.

Essa é a primeira sexta da escapadinha com perdão; essa também é a semana que, finalmente, recomecei a minha jornada. Deletei a minha insegurança da última sentença e, apesar do medo de fracassar, vou aqui afirmar mais uma vez: SIM, eu recomecei, eu estou seríssima sobre isso!

Adotei um mantra, que está dando certo. Digo que está, porque deu ontem e deu hoje e, oras, isso é muita coisa e pretendo estender a ser mais ainda!

Ontem e hoje estava na rua, todo o dia. O tanto de coisa gostosa que passou por mim... o tanto de não que me dei... (...) A coisa era simples, aquela atitude que muitos conhecemos, de só dizer não, sem nem pensar. Não, pronto acabou. Não. Não! Não. Com os nãos e meu mantra, ia conseguindo clareza e rapidamente desviando os pensamentos que se formavam em torno de cada gostosura. E vou te dizer, quantas gostosuras! Eu não sei se conseguiria enumerar o tanto de comida que me neguei. A cada cinco metros, uma delícia. Sem brincadeira, foi muito não. Hoje, já no ponto do ônibus pra voltar pra casa, uma última tentação: a menina carregava um açaí que, olha... parecia um brigadeiro, de tão cremosa a textura! Depois de muito olhar, identifiquei a loja de onde vinha  era daqueles de máquina, tipo sorvete de casquinha. Só que, ao invés de parecer nojento ou artificial, era uma coisa louca. Que cor! Que textura! Agora, sabendo de onde vinha, colei os lábios pra controlar meu impulso de atravessar as duas pistas, comprar uma maravilha daquelas pra ser minha e voltar pra espera do meu ônibus  que já era longa, pra ajudar. Repeti meu mantra na cabeça várias vezes, mas aquele açaí cremoso era muito forte. Lancei mão de outra arma: olhei a menina e me perguntei "Quero ser assim?". A resposta era clara. Então, de novo, era não. Não quero ser assim e não vou atravessar e comer esse açaí. Mais 15 minutos de espera e fui vencendo a vontade. Taí outra coisa que vou fazer antes de querer me render ao que outros andam comendo.

Tenho buscado me alimentar de forma mais simples e também mais "de dieta". Sopinhas, pratão de legumes sortidos com frango, frutas no lugar de doces. Eu sinto falta do meu paladar, já mais refinado, que se perdeu quando me joguei nos industrializados diets. E, por falar em frutas, hoje incluí duas novas ao meu cardápio: fruta-do-conde e uva! Ah, como fico feliz em abraçar novos sabores! Significa tanto pra mim começar a gostar de uma nova fruta, um novo legume! Aliás, hoje também provei quiabo que, apesar de baboso e da aparência peluda repelente, é gostoso. A fruta-do-conde foi um encantamento. Parece um doce, de tão docinha (redundante, mas vocês entenderam). Comi vagarosamente, como com todas as novas coisas que aprendo a comer, e foi uma ótima experiência e sobremesa pós almoço. Apreciei cada descoberta da pinha: o cheiro, as sementes, a textura, o sabor, aquela parte arenosa, o miolo detalhado, a casca. As uvas, também, docinhas. Já tinha provado uva antes, mas não tinha gostado. Talvez não estivessem tão boas, talvez eu não estivesse com tanta boa vontade. Mas, agora? O que me sobra é boa vontade, de novo. "Não há nada que eu não goste" é meu lema. Quero ser aquela que gosta de todos os sabores da natureza. O que me lembra que preciso trabalhar na questão da melancia. E do melão. E das coisas amargas, em geral. Ontem, provei abacate in natura, sem fazer aquela delícia daquele creme com pouquinho de leite e açúcar. Comi umas colheradas, mas me rendi ao que realmente queria: a deliciosidade do creme. O que importa é que eu me amo muito quando me jogo a provar as coisas assim. Parece um impulso que dou com os dois pés e saio por aí voando de olhos fechados e com expressão de satisfação, tipo em desenho animado, com aquele rastro colorido pra trás.

E pro meu bem estar, andei fazendo um cleanse; um detox. Não, não de comidas. De informação. Basicamente, eu sei o que fazer pra emagrecer, sei que a receita é alimentação e atividade física. Sei dos benefícios de cada um dos alimentos, sei o que comer no pré e pós treino, mesmo sem treinar. Sei do índice glicêmico dos alimentos. Sei que fruta você "deve" comer com uma fonte de proteína. Eu sei demais! Segui meu próprio conselho e saí um pouco do instagram; não assim que escrevi que sairia. Mas depois, quando vi, já tinha um bom tempo que não entrava. Me senti meio alcoólatra pensando se me faria bem logar de novo ou não. Loguei, olhei as mentions e saí. Meu detox foi esse: me afastar um pouco. Do instagram, do blog, das informações, das dicas, da pressão, das receitas de sucesso, da vida dos outros, das realidades que não eram a minha. Precisei parar um pouco, olhar pra dentro. Eu, minha luta. Meus resultados. Minha melhora, minha qualidade de vida, minha realidade, meus limites, meus erros, minhas fotos de antes e depois: eu. Precisei me desligar de tudo e viver somente eu. E, antes disso, precisei, até, não pensar em nada. Nem nos meus erros, nem nos meus acertos. Eu estava pensando demais, sabendo demais, overthinking demais, estressada demais. E ainda assim errando tudo. Simplesmente parei. Não pensava em dieta, em emagrecer, exercícios... nada. Tentei levar a vida relaxadamente, acalmando, suavizando, até que consegui chegar aqui, onde estou. E agora estou levemente, ou normalmente, pensando nessas coisas de novo. Sem pressão, sem pressa. Devagar. Tentando voltar às origens. Tentando acalmar. Tentando. Eu sei o que fazer, vamos aos poucos, passinhos de bebê. Só depois do cleanse, pude botar a cabeça no lugar. E ainda não estou inteira, ainda não confio em mim pra me colocar disposta à pressão de roda de informações de novo. Devagar.

E o meu mantra, que entoo com a cabeça bem erguida e desprezo encenado, todas as vezes que passo por qualquer coisa deliciosa, maravilhosa e gorda, é simples: "Inegociavelmente de dieta.".

terça-feira, março 17, 2015

Blablababbling

Eu tô me sentindo meio deprimida em relação ao emagrecimento. Meio de março! Nenhuma mudança! Eu não sei exatamente onde estou errando, mas, definitivamente, estou.

De fevereiro pra cá, tenho tentado todo tipo de approach. Tentei contar calorias, tentei comer saudável, tentei cortar besteiras, tentei não me pesar frequentemente, tentei suco verde detox, tentei só viver, tentei respirar emagrecimento... alguma coisa tá errada  tudo isso costumava funcionar! E isso tá me assombrando. Pra enumerar os fantasmas, tem o medo gigante desse ano ser em vão, às vezes rola o medo de engordar tudo de novo (logo descarto esse pensamento, pra não virar algo maior, mas não nego que cruza minha mente) e tem o medo de eu ter parado de emagrecer, simplesmente, porque acabei de emagrecer. Pronto, é esse meu corpo final, com 120kgs. Sei que não é. Mas é tanta coisa na cabeça... acho que fico procurando uma resposta, não encontro, então fico dando voltas, tentando, de novo, encontrar alguma coisa. Às vezes parece que só a Dukan é a solução. E como eu odeio ter feito a Dukan. Pego ela pra ser a encarregada da culpa. De lá pra cá, meu corpo não quis mais emagrecer. Eu odeio ter feito a Dukan. E eu odeio sentir que só tem essa opção pra emagrecer. Odeio pensar que faria, emagreceria e depois engordaria tudo de novo, pois se trata de uma dieta restritiva.

Eu não sei mais o que fazer. Mas continuo pensando no que poderia.

Caminhar... sim. Poderia caminhar. Mas... não... quero. Tô me sentindo... stuck, impedida. Quero tanto a porra da academia e dependo de dois médicos pra me liberar, sendo o primeiro só em abril! Médico que eu tô marcando desde os primeiros dias de JANEIRO! Esse médico vai pedir exames. Até marcar os exames, até sair o resultado dos exames, até conseguir data pra voltar na primeira médica, que vai dar o atestado... sinceramente! Sinto que só vou conseguir academia em junho. E agora já tô pensando que isso, só com sorte.

Sei dos meus excessos, mas sei também do conjunto da obra. Tenho me alimentando bem, na maioria do tempo. Acho que fico puta da vida que meus deslizes estão me impedindo de emagrecer, quando, antes, não impediam assim. Talvez esteja insatisfeita em ter que mudar, começar de novo, ou sei lá. Me sinto tão confusa, chateada, frustrada, chorosa. Só queria voltar pro tempo bom em que eu emagrecia.

Talvez eu dê uma carga muito forte de significado pra cada encerramento e começo de ano. Talvez seja isso. Eu estou dando força pra 2015 ser um fracasso, porque o ciclo 2014 fechou, acabou. Talvez eu só precise querer mais. Às vezes tenho medo de tudo ser um grande mimimi da minha parte; temo que, se me esforçar, consiga. Vai ver meu maior medo é que eu POSSA mudar, que só dependa de mim, e que EU tenha feito todo esse período de três meses de nada. EU. Culpa MINHA. Talvez seja isso. Talvez não queira ser responsável pela minha infelicidade e estagnação.

O novo approach (que não deve durar muito ou nem acontecer) é deslogar do instagram fit cheio de gente bem sucedida, seja já com seus objetivos alcançados ou lutando, e me concentrar só em mim, na MINHA história. Nas MINHAS dificuldades, na MINHA superação, nas coisas que EU aprendi. Damn, parece que meus 35kgs a menos não valem de nada! Sabe? Eu não dou a menor importância pra eles! E por que? Por que? Eu deveria! São trinta e cinco quilos a menos, NÃO recuperados! Tá, trinta e quatro, UM recuperado. Por que eu não valorizo isso? Porque eu não valorizo MINHA história? Por que a MINHA história não é suficiente pra eu me inspirar?

Quero chorar.

terça-feira, janeiro 27, 2015

Post da vergonha

Como vão vocês? Me contem de vocês, porque eu...

Bem. Não tava nem me vendo postando aqui por esses dias. Mas já que estou aqui, vamos lá.

Ainda não voltei aos 119kg do fim do ano, muito menos aos 117kg que tava dias antes do dia 31. Triste. Tô tentando não pensar nisso, tô tentando levar de boa e tô tentando voltar à dieta. Ai... que loucura. Que chatice. Loucura ter comido o mundo no fim do ano, chatice ainda estar tentando voltar a minha vida normal.  Inclusive, soa estranho, chamar essa vida saudável, de "normal". Uau! Parabéns, eu!

Faltam 3 dias pra acabar o mês e eu tô sentindo todo esse janeiro jogado no lixo. Um mês desperdiçado, um mês que eu poderia ter perdido vários quilos! De uma certa forma, tô sendo levemente injusta comigo, visto que eu já consegui eliminar 5 dos 125 que pesava no início do ano. Mas é que... eu já estava em 117. Que retrocesso.

Perceberam que até hoje não falei do natal?

Ontem, me lamentando, prometi que não ia mais fazer loucuras no próximo natal. Vou dizer um número pra vocês: 4. Quatro foi o número de panetones que comi sozinha entre véspera de natal e ano novo. Ano novo inclui o período de primeiro à quinze de janeiro. A vergonha na cara, não sei, deve ter ficado em 2014 (não ficou não, que eu persisto!). Mas bem, a festa da comilança já passou, né? Eu tenho comido razoavelmente direitinho e até me exercitado. Que diabos eu não tô nos 117 ainda? (...)

Tô, a cada novo dia, tentando de novo. De novo, de novo e de novo. Cada dia acerto um pouquinho mais. Vou me moldando novamente, pra voltar forte às origens boas. Ando meio perdida, em relação a tudo. É como se fosse um novo começo, tudo de novo. Como se fosse dezembro de 2013 e eu tivesse aprendendo tudo agora. Estou meio bagunçada.



Em tempo, vocês tem instagram? Se tiverem, me façam companhia lá! :D Isso é um pedido, haha. Sei que já perguntei pra alguns, mas é que... vocês do blog são mais atenciosos. Vocês gostam de ler. Vocês comentam coisas que pensam, se importam em comentar... vocês são mais parecidos comigo. Ia me fazer bem ter vocês por lá :') @blogagoraeucomofolha

segunda-feira, janeiro 12, 2015

Novo de novo

Passei o réveillon numa blusa M! Uma blusa M da minha amiga! Sempre quis trocar roupa com amiga. Com essa, também grandalhona, já trocava alguns sapatos. Parece que 2015 vai me trazer trocas de roupas, também.

Não, minha amiga não é obesona. Pelas contas, só obesinha, nível 1, só um pouco a mais do acima do peso. Pessoa normal. Não, a blusa não ficou totalmente ajustada à mim. Um pouco curta demais, com as mangas um pouco curtas demais  pro meu toc de gorda puxando roupa. Mas confortável o suficiente. Principalmente porque é da minha amiga, que é "pessoa normal". Depois, porque olhei a etiqueta e vi que era M. EME! Já usei várias vezes, tô exibindo feito um award!

Nas bobeiras das fotos do réveillon em casa, vi que preciso pegar o jeito das fotos com essa nova cara, mais magra. Mas eu dou um jeito. Sempre dei jeito com a carona gorda, porque não daria com essa?

Tem uma foto, de pouco antes da virada, que lá estou eu: blusinha, shortinho, leve e solta. Nunca usaria shortinho. A última vez que havia usado shortinho, que me lembre, foi na infância. Um short jeans branco, na criancinha de 6 anos, que queria mesmo era usar alguma roupa infantil da moda dos anos 90.  Pois bem, shortinho. Dia desses, saí do armário do shortinho (fui à rua com ele). Deixei pra ir depois que o sol havia se posto, pra evitar toda aquela luz refletindo nas minhas celulites pernais. Também fiz questão de abaixar a cintura do short até um pouco depois do limite do ridículo, pra, além de conferir uma aparência "cagadinha", cobrir mais as pernas. Parecia que eu estava chegando no tapete vermelho com um vestidão. Momentos de tensão! Olhares imaginários em mim! Mostrando as pernocas, lá fui eu... comer na lanchonete. Oops!

Desde o natal, tenho andado comendo desenfreadamente. Terminei o ano com meus 119kgs planejados, mas, daí pra frente, só desastre. Engordei. Cheguei a 125 e tô agora nos 122. Não vou choramingar isso. Na verdade, não quero nem falar disso! Comi sabendo que ia engordar. Faz bem comer às vezes. Comi o mundo. Continuo comendo. Disse que ia parar dia 5, depois dia 10 e agora tô contando em tomar vergonha na cara até dia 15. Pode só ignorar essa parte do post. Acho que tô envergonhada--não, não quero é julgamento.

De uma forma ou de outra, tô com acesso ao instagram mobile de novo, o que é bom. Incentivo! Voltei a comer saudável (mentira! cabei de comer duas taças de sorvete de gordura hidrogenada!) e deixei a nova Dukan pra lá, como planejado   No início de tudo, planejei dois meses de Dukan. Com ela, pulei dos 125 pros 117. Com as comilanças, voltei aos 125. Dois meses de projeto Dukan jogados pro alto! Foda-se!

Desejo a vocês um ótimo ano, cheio de força de vontade, de inspiração, de persistência, de conhecimento, de amor próprio, de emagrecimento, de saúde e do que mais couber a cada um. Vamos fazer valer a pena! Mais um ano, mais uma oportunidade. Façam acontecer. Façam o que nunca fizeram. Façam diferente. Façam melhor. Façam! --Eu, por exemplo, já tô com três médicos marcados. Suuuucesso!

quinta-feira, agosto 14, 2014

Caminho de volta

"Sim, eu estou perdida.

Se você contar, não são muitos dias. De repente, são. Não tenho muito como saber. Os pensamentos estão somente em comer. A verdade é que não sei há quanto tempo estou assim.

Eu suspeitei quando escrevi que não estava perdida. O primeiro sinal de fraqueza, de recaída, é negar o problema, mentir para si mesmo. 

Não tenho conseguido me controlar. De repente, parece que tudo que escrevi até agora é besteira. Não interessam os sabores mudados, não interessam os bons resultados, não interessam os quilos deixados pra trás. Fica estranhamente fácil e tranquilo desacreditar que foi verdade um dia. O lugar foi dado à derrota conformada, confortável.

Dia desses experimentei roupas que, antes, não cabiam. Me serviram uma calça antiga e um shortinho que ganhei de presente. A calça ainda carregava o nylon da etiqueta mal arrancada. Não sei se cheguei a usar. Foram poucos meses atrás, quando ganhei o shortinho. Tive que deitar na cama, empurrar as banhas pra dentro e quase explodir o botão pra caber no mimo. E agora dava, subia fácil. Só um pneuzinho contido, muito tranquilo, que, em alguns dias, eliminaria.

Acontece que, poucos dias depois disso, eu engordei. A balança disse e as roupas também. Gramas a mais me fizeram ficar apertada e deformada nas roupas que agora cabiam. 

Veja, engordar é fácil. Se perder, perder o foco e a força de vontade, também.

Ainda não consegui voltar ao meu normal pós quinze dias focados. Não me recuperei. Estou toda desorganizada. Estou tentando. Vou bem até certa parte do dia, todo dia. Até que chega uma hora e leva minha garra toda embora. No dia seguinte, mesma coisa. Está difícil. Desde que comecei a emagrecer, nunca engordei de novo. Pelo menos, não que soubesse. Aliás, essa é outra coisa. Não está me fazendo bem me pesar semanalmente. Vou voltar pro esquema mensal.

(...) 

O engraçado é que eu fico procurando uma corda-resgate pra me segurar e, com isso, só penso nos desafios dos dias sem açúcar, detox, etc etc. Mas, ao mesmo tempo, não quero arriscar. Foi depois do 15 dias sem jacar que me perdi. 

Hoje já me imaginei gorda de novo  Não que eu esteja magra, veja bem."

E eu não terminei de escrever. Abandonei o texto também. Faz três dias que estou com esse bloco de notas aberto.

Enfim, as coisas melhoraram. Pode soar exagerado engordar em dois dias; estar perdida e, três dias depois, estar melhor. Mas não é. O tempo, aqui, está além disso. Dias não significam meros dias pra quem está em constante batalha.

Estou mais calma, mais focada. Pesagem agora, provavelmente, só no fim do mês. Estou indo devagar, não estou me cobrando muito, estou realizando pequenos acertos, estou tentando até não pensar muito, me distraindo, e, assim, fico mais calma. Estou achando o caminho de volta.

Devo agradecer também a minha soulmate, que me deu umas chacoalhadas.

segunda-feira, agosto 04, 2014

Sabores

Eu disse pra vocês. E eu não disse da boca pra fora. Depois de algum tempo se reeducando, quando você vai provar aquela comida maravilhosa, ela já não tem o mesmo sabor — De novo, não vale pra tudo, fique atento.

Desde que terminei o desafio dos dias sem jacar, tenho reexperimentado várias coisas. Deixa eu ver se consigo listar tudo que andei comendo até escrever esse post: doce de leite, beijinho, cachorro-quente, brigadeiro, risole de camarão, guaraná natural, mini salgadinhos fritos, lasanha congelada. Acho que foi isso.

Bom, vamos lá. O doce de leite eu já havia dito que não gostei. O beijinho estava maravilhoso! Beijinho de panela — meia lata de leite condensado e coco ralado. Maravilhoso. Mas me fez muito mal! Meia hora depois, já não existia vestígio dele em mim, vamos dizer assim. O danado me causou tanta cólica que, só se eu não fosse safada, teria parado por ali. Mas não. Era o décimo sexto dia, do post passado — eu estava extravasando. Mais tarde, fui fazer cachorro-quente. Logo após ter lido um pouco mais sobre nitrito e nitrato de sódio e seu potencial cancerígeno. O cachorro-quente estava normal. Não é uma coisa que eu ame muito, só mais uma gordice. Comi duas salsichas em um pão comprido próprio de cachorro-quente.

No dia seguinte, ainda me encarava, de dentro da geladeira, uma lata de leite condensado pela metade. Leite Moça, devo destacar a gostosura. Quis logo terminar com aquilo. Peguei a danada, juntei duas ou três colheres de achocolatado e me fiz um brigadeiro. Sem-graça! Demais. Papa de chocolate. Mingau. Não sei se foi a falta da manteiga... não sei. Mas provavelmente não, porque já fiz muito brigadeiro sem manteiga e me deliciava. Pois bem, não foi agradável. Ruim mesmo. Torcia a colheradas pra acabar.

Já era outro dia e eu havia ido me pesar. O peso continua exatamente o mesmo da semana passada — e eu só pude ficar agradecida por isso, visto que, ali, já tinha atacado tudo que citei acima.

Ainda no "me permitindo", sambando na cara do perigo, fui até minha loja de lanches favorita e peguei meu pedido de sempre: risole de camarão com guaraná natural da casa. "Hmm... o que houve aqui? Esse risole está meio salgado, não está? Deixa eu beber um pouco de guaraná..." — E quase engasgo em tanto açúcar. Não vou negar que estavam gostosos, dentro do possível. Afinal, era minha combinação preferida. Mas nem de longe era a gostosura de antes. Eram dois extremos tão intensos! O salgado, muito salgado e o refresco, muito, muito doce. "Eu adorava esse guaraná! Costumava pedir o copo maior! É sério isso?"— É.

Depois de todas essas experiências meio frustradas, insisti e comprei uma porção de mini salgadinhos fritos. Não estava nem aí, tá percebendo? Haha. Felizona da vida. Os salgadinhos... nhe... meh. Nada demais. Salgados, também. Nenhum prazer neles.

E, pra terminar, hoje almocei lasanha congelada. Fiz até um post sobre ela no instagram. Gostosa? Eu diria que "ok". Nada demais, também. Comeria 3/4 dessa lasanha no passado. Pra ser educada. Comeria tudo, se me deixassem. Ainda hoje, achei que comeria a metade. Que nada! Resisti e me servi apenas com 1/4 e me sinto saciada. O que me deixa muito feliz. :D

Engraçado que, dias atrás — entre uma jaca consciente e outra, planejando a próxima refeição, me peguei desejando comida saudável. "Ah... pizza dormida de café da manhã? Ah, não, quero uma panquequinha de aveia com morangos!" — Era tipo isso. Me surpreendi. Foi engraçado e satisfatório ver a nova eu mostrando a cara, marcando território, batendo o pé.

É incrível como a gente muda. Nosso paladar muda. Tudo muda. Até nosso organismo muda e reclama nas nossas escapadas. — Foi o caso do beijinho, a primeira grande gordice após 15 dias comendo pouco açúcar, pouco sal, pouquíssima gordura. O corpo se acostuma. Mais rápido, até, que a cabeça. Você fica aí lutando pra não pensar naquele x-tudo, naquele pedaço de torta, quando o corpo mesmo, não está nem aí mais. Já não sente a menor falta.

SIM, se a gente se reeducar, se adaptar, dá. Se a gente insiste, a gente se acostuma e o processo, logo, logo, se torna mais fácil. :)

quarta-feira, julho 30, 2014

Só por hoje.

Pois bem. Acabaram-se os 15 dias sem jacar.
Resultado?

Bom, já no décimo quinto dia, que foi ontem, eu fui ao mercado e pirei. Deu vontade de trazer pra casa todas as coisas do mercado. Todas. Coisas que eu nem compro mais. Coisas que nem me apetecem tanto.

Hoje, dia décimo sexto, primeiro dia pós desafio — vencido, está sendo o que as pessoas chamam de "dia do lixo" (êlaiá... eu versus nomeclaturas). A verdade é que não estou comendo nem tanta coisa errada. Mas eu quero declarar o dia de hoje assim! Que seja hoje um dia de muita gordice! Muitaaaa! (A maior gordice do dia até agora foi doce de leite — bem ruim, por sinal — numa metade de crepioca. Nada demais. Mas eu PRECISO me sentir livre, PRECISO dizer que hoje eu posso e vou comer todassssss as gordices do mundo. Estou sufocada.)

O projeto foi lindo. Tranquilo demais, mamão com açúcar. Foram 15 dias bem fáceis de levar. Acho que nos primeiros dias, me deu uma aflição de querer alguma coisa que não podia, já não me lembro bem. Certamente, também tiveram os dias da vontade louca de doce. E os dias da larica geral. Resolvi boa parte disso com banana desidratada.

Tirando os dias mais aflitos, repito, o projeto foi muito tranquilo. Inclusive, pensei em fazer isso uma vez por mês. A ideia original era fechar a boca total pra porcarias durante metade do mês e me controlar e comer porcarias só de vez em raramente, na outra metade do mês. Mas, hoje, vejo que é melhor não.

A verdade é que eu estou em reabilitação. Até mais que isso, porque nunca fui controlada, nunca soube lidar com a comida, minha droga.

Eu, ainda, não tenho capacidade psicológica de me privar totalmente das comidas mais "lixo". Por que? Porque acontece o que me acontece hoje. Hoje, não sei amanhã, eu PRECISO sentir liberdade. É como se estivesse 15 dias em cárcere e agora quero, loucamente, fazer tudo que não pude nesses dias. Não, quero fazer mais que tudo. Quero fazer tudo e mais um pouco!

Você me entende?

Eu não estou nem com vontade de comer alguma gordice específica. Não estou nos dias de larica, não estou nos dias de querer doce desesperadamente. E eu poderia fazer do dia de hoje mais um dia sem jacar. Mas eu não tenho condições psicológicas pra isso. E não é um sistema de recompensa! Não é porque eu fiquei quinze dias clean, que agora posso me recompensar com toda a comida do mundo! Mas é assim que me sinto.

E é por isso que eu concordo com as pessoas que dizem que reeducação alimentar é a melhor dieta. Porque: um, você se reeduca e passa a comer outras coisas, descobrir novos sabores e quantidades e; dois, você não se priva de nada. Isso é importante pra quem tem a cabeça tão envolvida em comer. E a verdade é que, não se privando e se reeducando, raramente você vai comer besteira. A quantidade diminui, os novos sabores entram em cena e, em alguns casos, quando você vai comer aquela comida de novo, ela já não é tão saborosa assim (Claramente, não estou falando de batata-frita com calabresa acebolada!).

Mas, ó, valeu muito a pena! Cada dia superado era uma alegria, um alívio e um 'X' marcado na folhinha! Sim, eu era capaz! — E sou. Só tem o probleminha do pós, que já expliquei. A experiência de postar todas as refeições no instagram, como imaginei, foi muito "seguradora de onda". Afinal, quem quer fazer feio em público? Sem contar que era super legal ver as refeições do pessoal. (Abraço, @dietdukandiary e @robertaluglio!)

Conclusão: não tem conclusão. Eu sou muito volúvel. Concluo que não deveria mais participar de desafios na dieta e me apegar à reeducação. Mas a verdade é que já bati o olho no "10 dias detox". E ainda tem aquele dos tantos dias sem açúcar, que não me escapa! Um dia faço!

E assim vou seguindo, nessa relação de amor e ódio com desafios, instagram, hashtags, nomeclaturas... Perdendo pouco, perdendo muito, parcelando o emagrecimento... mudando.

E hoje vou me permitir. Está tudo bem. Não estou perdida.

sábado, julho 19, 2014

Mas eu tô tão feliz!

Cara, eu perdi 20kgs! 20,95. E isso de tênis :D

Fui me pesar hoje com coragem, mas, também, com receio. Nunca tinha me pesado com um intervalo tão pequeno desde a última pesagem. E eu pretendia me pesar agora só no fim do #15diassemjacar. Cabou que eu gostei tanto do resultado, tô me sentindo tão bem, feliz, emocionada... que tô pensando em fazer disso uma rotina. Todo sábado, caminharei até o centro da cidade pra me pesar  como fiz hoje. Dá uma hora indo e uma hora vindo, em meus passos lentos. E ainda volto pra casa com um sorriso rosto. :)

Nossa, é um sentimento muito bom subir na balança e ver que o teu número diminuiu. E essa semana foi tudo dobrado, porque, reforço, o intervalo foi muito curto  1 semana. Sempre me pesei de mês em mês. Ainda sobre as coisas boas dobradas: bem-estar dobrado, sorrisos dobrados, sensação de paz dobrada, felicidade dobrada. Eu estou ótima! 133,95 é o número atual, fellas. Tava contando de perder gramas! Mas não! Perdi 1,8kg! :D Woooohoooo!

O projeto de não jacar (ahem, estamos dizendo a palavra livremente) está indo bem! Não jaquei nenhuma vez E NEM vou jacar. Até senti culpa por um franguinho mais gorduroso que estava desejando comer, mas, não foi jaca. Até porque, antes, comeria o triplo do que comi, mais uma caminha de arroz  delicioso  branco. E isso seria uma jacada. Mas não, optei por duas colheres de arroz integral, daqueles sete grãos  um achado, tô adorando.

Estou focadíssima, ainda mais depois de hoje. Hoje é o quinto dia de desafio. Eu 5, jaca 0. Sabe que até fiz uma refeição de abacaxi? A experiência foi bacana. Só tinha tomado o suco do abacaxi, e isso já na vida nova. Era daquelas que gritava que odiava a comida, mesmo sem nunca ter provado. A sensação é boa de tentar coisas novas, realmente me reeducar nesse processo de emagrecimento. Nem sempre gosto do sabor. Por exemplo, comi nabo no outro dia e, nossa, que coisinha amarga. Jiló também não gostei. "Ah, mas é pra comer a parte de dentro, a casca é mais amarga"  Desculpa, a parte de dentro?? Com TODAS essas sementes???? Errr... não, nojinho.

Mas faz parte. Nem todas as pessoas do mundo comem todas as coisas do mundo. Normal. Né? Tem coisa que não gosto muito, mas também não detesto; é o caso da melancia  o suco; in natura ainda não provei com coragem suficiente pra valer a opinião. Nesses casos mornos, me forço a comer. Não vai matar, pelo contrário, vai fazer bem. Tô ligada no alto índice glicêmico da melancia, mas, fora ele, ela tem propriedades legais, e uma coisa que me motiva nessa de vida saudável e emagrecimento são os benefícios que os alimentos nos proporcionam.

...E parece que tem jiló pra janta. Será que pego unzinho?

quinta-feira, julho 17, 2014

Mal criada

Eu tenho uma longa e antiga história com excesso de peso e descontrole alimentar. Muito do que sou hoje, melhor, muito do que cresci sendo, muito de quem eu fui até resolver mudar, teve a ver com minha infância toda maluca, desregrada.

Comer nunca foi um problema. Eu comeria de tudo... Tudo o que não prestasse. E eu tinha o apoio da minha mãe, de certa forma. Na maior parte do tempo, ela estaria comendo duas cumbucas de sorvete de flocos comigo. Quando ela não estivesse afim, bem, aí ela estaria me julgando.  "Três pães?". Não, espera. A quem eu estou querendo enganar?  "Cinco pães???"

Minha mãe quase sempre teve preguiça de cozinhar e as refeições de que mais me lembro foram compostas de feijão, arroz e uma coisa frita. Podia ser hambúrguer frito (De frango, tá? Porque de frango é light!!!!  Não!), podia ser mortadela frita ou empanado frito. Ou podia não ser frito, também: podia ser salsicha ferventada. Quanta saúde!  E isso eu tô falando de prato principal.

Sem ser prato principal, de primeira refeição, eu teria  sempre  café com pão ou café com biscoito Maizena. De lanche da tarde, biscoito recheado, certeza. De repente... pra jantar... um hambúrguer. Não, o hambúrguer maior de todos os oferecidos. O trio, por favor. Ou, quem sabe, meia lasanha congelada ou meia pizza congelada? Abraço, Sadia!

Eu passei toda a minha vida amando essas coisas. Devorando esse tipo de comida. Sem regras. — Talvez um pouco delas, na frente de alguém ou sob os olhos às vezes julgadores de minha mãe.

O problema estava em muitos lugares. Talvez, principalmente, na minha mãe. Ela tentou comida saudável comigo enquanto eu era bebê. Depois cresci um pouquinho e bati o pé que não gostava ou não queria e, pronto, parou de insistir. Eu gostaria que ela tivesse insistido. Mas ela não insistiria, até porque, como já disse, ela adoraria ser aquela a comer a outra metade da pizza congelada.

Uma coisa que sempre amei comer é o tal do danado do biscoito Maizena. Como molhando eles no café. Sinta-se à vontade pra achar um nojo, todo mundo acha. Eu adoro isso. Se eu estivesse doente, minha mãe me daria essa comida (Claro, comida de doente é biscoito cheio de gordura e açúcar, não canja). Mas nisso aí eu não posso culpá-la inteiramente. Semanas atrás, quando fiquei doente, lá fui eu pra minha combinação predileta. É um tipo de conforto. Uma comida mais carinhosa que quase qualquer outra.

O problema, de tudo, é sempre o equilíbrio. A moderação. E isso eu nunca tive  Estou lutando pra aprender a ter agora. Lembro de, criança, me desafiando a ver quantos biscoitos eu conseguiria molhar no café e comer de uma vez só. Uns sete? Brincadeira de criança, nenhum adulto consciente pra notar. Problema de adulto. De eu, adulta.

O tanto de merda que eu comi em todos esses anos... Eu peço à vida pra que não me puna. E nesse caso, eu falo de doenças mais graves. A punição óbvia foi a obesidade. Chegar onde cheguei, sem controle algum de mim.

terça-feira, julho 15, 2014

Foco, força e... jaca.

Foco: palavra que está danada. Amaldiçoada. Estragada. Você fala "foco" e eu já imagino uma hashtag antes da palavra, seguido de um selfie de uma maromba escrota no espelho da academia. #focoforçaefé  Meu ovo, maromba escrota!

Acontece que, na realidade e ignorando as marombas irritantes, foco é, mais que uma hashtag, uma palavra pra se levar pra vida.

Nessa longa e contínua estrada da perda de peso, foco é a palavra. Foco é o estilo, o meio, a saída. Você deve, mesmo, respirar foco. Foco exige concentração... ou foco é concentração? Foco se mistura com força de vontade. Sem foco, tudo danado. Focar não é fácil e se manter focado é pior ainda.

Quando tive contato com o foco, soube. Era um sentimento forte e, até, de equilíbrio. É como estar em cima de uma corda bamba, presa entre dois arranha-céus, com toda uma cidade lá embaixo. A coisa é braba.

É preciso muito foco pra dizer não pras comidas que falam mais forte com você e pra todos os desvios que você pode cometer nesse período.

E, falando em desvios, nós também temos uma palavrinha irritante pra isso: jaca, do verbo jacar. :)

Não sei se é meu lado underground que grita com essas palhaçadas mainstreamnidades, com o perdão da criação da palavra, mas essas palavras-moda, que estão em todos os perfis do Instagram, ugh, me embrulham um pouco. Até mais que um pouco.

Diferente de "foco", "jaca" não tem perdão algum da minha parte. Escroto e só escroto. Entretanto, de uns dias pra cá, acredito que depois que o Brasil ficou fora da Copa e todos se desesperaram com as comilanças feitas em prol dos gols, tenho visto muitas pessoas no Instagram se lançando um desafio: "15 dias sem jacar" Ahhhh, e eu adoro um desafio!

Adoro desafios, não só de curtos prazos, não só fáceis. Já me meti em cada um... que fica pra outro dia contar. Desde que vi o #15diassemjacar, achei interessante. O problema é que eu estava com receio de tentar ESSE desafio. Afinal, se é pra usar a palavra, eu passei a minha vida sendo a Rainha Jaca  tudo o que eu comia era "jaca"  e é absolutamente normal que eu "jaque" (e o verbo vai sendo conjugado...) de vez em quando. De vez em sempre. De vez em bastante, mais do que deveria.

Estou me reeducando, mas posso dizer que, em todas as semanas, arrumei um espacinho pra uma fatiazinha de bolo... quem sabe até 3? Arrumei espaço pra um chocolatinho, uns biscoitos recheados (3.. 6, enquanto antes era o pacote todo  o que dá mais de, pasmem, 1000 calorias!) e até uns biscoitos Maizena (no caso, meio pacote enquanto antes era um pacote inteiro). Então, com todas essas mordomias e indulgências que eu mesma venho me concedendo com o passar das semanas, 15 dias regrados... bem, me dói! É isso. Não é que é não vou conseguir, se tentar. É que não quero abrir mão das indulgências!

Pois bem, não deveria ser assim. Está aberta a temporada regrada: 15 dias sem jacar! Vou tentar postar todas as refeições lá no Instagram  Às vezes falta saco. Uma boa de postar todas as refeições é pensar bem antes de comer algo torto, gordo.

Conclusão: Vai ver as palavras toscas estão aí pra nos ajudar.

E, antes de ir, deixe-me atualizar vocês: Eu peso 135 kgs! :D Não completou os 4kgs da meta de uns posts atrás, mas também não completou um mês. Felicidade enorme  sem falar no bem-estar e na autoestima lá em cima  quando vi o número lindo na balança! Corri aqui pro blog pra atualizar a bonequinha caminhante ali embaixo. :)

sexta-feira, julho 04, 2014

Eu peso 139 kgs.

E eu tô feliz com isso! Feliz de saber disso!

Minha surpresa aconteceu ontem, quando precisei ir ao médico. Coletando meus dados, a moça me perguntou meu peso. Eu, prontamente, respondi: "139.". Aquilo me deu uma alegria imediata! — Certamente não foi a mesma reação da moça, que perguntou "quantos???". Centro e trinta e nove, respondi novamente.

Ninguém entenderia a felicidade de uma obesa ao dizer que pesa esse tanto. E eu não estava feliz por pesar 139 e não mais 154. Não estava feliz pelos 15 kgs perdidos. Estava feliz pelo controle! Por saber de mim. Por cuidar de mim. Por saber quanto eu peso. Por saber que já pesei mais e estou caminhando, dia após dia, a pesar menos. Feliz porque, pela primeira vez nesses pouco mais de vinte anos, alguém me perguntou meu peso e eu soube responder.

Nunca fui de me pesar. Na verdade, fugia feito louca da balança. Até no ensino médio, se as amiguinhas perguntavam de peso, eu respondia: "E eu lá vou saber? rs". Vestia um sorriso no rosto, vendendo que eu era superior aos quilos. Tentava sobreviver. A gente sabe como o colégio pode ser cruel com alguém.

Mas, hoje não. Não tenho medo da balança. Rola até um receiozinho na hora da pesagem... "Será que eu engordei, será que fiz cagada demais?". Mas medo da pesagem em si? Medo de saber? Não mais.

Uma das melhores coisas de se reeducar e procurar um caminho melhor, é o conhecimento. De você, dos seus limites, da sua luta, da sua meta. Conhecimento da SUA história, de onde você veio e onde você está.

Às vezes acho surreal ter perdido 15 kgs. Às vezes acho que perdi foi pouco.

Já me pesei com um velho olhando meu visor e fazendo cara de espanto. Não me importei. Estava feliz demais pra isso! Era como se eu dissesse: "Meu querido, você sabe quantos quilos eu já perdi? HAHAHAHA".

Também já esperei a balança ficar livre de pessoas pra correr até o alvo, subir rapidinho, decorar e número e me afastar rapidamente.

Vai do dia.

O que é importa é: Eu sei quanto eu peso. Eu sei de mim!
E eu escrevo essa postagem olhando no espelho uma eu de braço mais fino.

segunda-feira, junho 30, 2014

É difíiiiicil...

Gordo não tem escolha. Gordo não tem escolha pra roupa, gordo não tem direito a rejeitar namorado, gordo não tem escolha pra nada. Escolha? Não, gordo não tem nem direitos básicos de sobrevivência: gordo não pode ser visto comendo que já é motivo pra ser zoado: "Ih, alá o gordo comendo, kakaka. Depois não sabe porque é gordo".

Mas, o que mais tem me incomodado: gordo não tem direito de escolha de ser saudável.

Eu explico.

De uns meses pra cá, comecei a entender sobre escolhas saudáveis pra alimentos. Entendi que farinha branca não é legal, comecei a ler rótulos de alimentos, faço escolhas mais naturais possíveis, tô mantendo a distância que dá dos industrializados  e congelados já não são meus melhores amigos há seis meses.

Passei a escolher o que quero comer. Bato o pé que não quero corante, acidulante, espessante, aromatizante e, muito menos, conservante entrando nesse corpitcho! Iogurte grego com calda, regado a corante caramelo IV, potencial cancerígeno? Passo! Suquinho light de caixinha, com "suco" de fruta congelado/descongelado, tudo misturado, pra gerar um sabor artificial único? Hoje não! Chá gelado maravilhoso cheio de adoçante e conservante? Pra mim não! Falando em adoçante, NADA de adoçante! Adoçante artificial pra me trazer inúmeros males? Adoçante natural pra ter gosto AMARGO? Tô é fora! Passa pra cá o açúcar mascavo! E o demerara, também. Além desses, gosto de usar o mel pra adoçar. Lindo, natural, saudável, magro!

Magro? Não, não. É aí que entra a minha frustração.

Gordo não tem direito nem de comer saudável! Porque saudável, nem sempre, é magro. E gordo tem que...? Isso mesmo, emagrecer! Não dá pra emagrecer adoçando nada com mel, que tem mais de 60 calorias por colher de sopa. Não dá pra escolher iogurte integral, quando o desnatado é mais magro. Não dá pra escolher manteiga, creme de leite e sal, ao invés da margarina, conservante e mais conservantes. Gordo não tem direito de tomar um delicioso smoothie de frutas, porque só cada banana tem 100 calorias. Não dá pra escolher uma tapioquinha, toda saudável, quando a colher de sopa de goma ou de polvilho, tem mais de 70 calorias - e você usa bem mais que isso, enquanto uma fatia de um pão "integral" do mercado carrega 50 calorias. Tudo conta. Inclusive, EU conto, né? Eu tenho que contar: calorias.

Nada mais frustrante que ter que abandonar toda uma escolha aprendida, pra voltar com o rabinho entre as pernas, apelando pras calorias. Sim, voltar. Voltar porque lá no primeiro mês, onde eu contava calorias, emagreci mais que nos últimos meses. E muito disso tem a ver comigo e o "desleixo" quanto as comidinhas lindas e saudáveis. "Se é saudável, pode!"  Não é bem assim. Se é magro, pode. Por enquanto, é isso que pode.

Eu sei que posso comer só verduras, frutas, vegetais e castanhas, moderadamente, e comer saudável e, ao mesmo tempo, magro. Só tô frustrada.

E a gente sabe que a realidade não é assim, só comer verduras e legumes. Sempre tem os requeijões industrializados, os pães industrializados, os embutidos e defumados light industrializados e todos os outros inúmeros parte-da-dieta industrializados. Só não queria me encher de porcariada de novo.

Vou me apegar a lá na frente, quando tiver com meus 90kgs. A partir de lá, vou ser saudável, não light.

E mês que vem, quero -4kgs.

sábado, junho 28, 2014

A hora do doce

Eu sempre fui chocólatra. Paçocólatra. Sorvetólatra. Pudimzólatra. Pavêzólatra. Bombonzólatra! E a lista poderia continuar indefinidamente.

No caminho da escola, eu sempre comprava um picolé galak, que na época me custava apenas um realzinho. Na merenda, um chocolatinho. Depois do almoço? Mas é claro, um docinho! Era regra. Fora os doces que não tinham lá tanta sensação de doce sobremesa, tipo os biscoitos recheados e os refrigerantes, eu passei todos os meus dias comendo doces. Vinte e poucos anos depois, meus dentes estariam ótimos, mas meu corpo não.

Eu estou reeducando a minha alimentação há seis meses. E o que tenho feito com a maldita, desgraçada, quase impossível de resistir, vontade de doce?

A hora do doce, meu pior momento de necessidade, é depois do almoço. Como sobreviver ao pós-almoço? Conta o tempo. Espera meia hora, depois mais meia... A vontade vai passando, a URGÊNCIA vai aliviando.

No comecinho de tudo, meu primeiro mês, onde perdi já 5kgs, foi ótimo! Eu estava super regrada. De doce, eu tinha o chá vermelho instantâneo adoçado e a banana. E só isso que eu me lembre. A banana foi uma maravilha pra controlar a vontade de doce! Com o passar dos meses, confesso, venho fraquejando. De vez em quando como fatias de bolos feitos com farinha branca, chocolates, docinhos de abóbora... Não vale nem a pena continuar a lista pra não causar vontade nem em você, nem em mim. Mas, o importante, é saber se adaptar.

Existem dias de fraqueza e existem dias de recomeço, onde toda a força de vontade tá toda do seu lado.

Existem, sim, dias que você vai precisar daquele docinho. Pra isso, existem opções bacanas de substituição. Tem o mousse de iogurte que é delicioso! Tem panqueca de banana com mel por cima. Tem bolinho de banana de microondas, com farinha de aveia, que é sensacional.

E existem, também, momentos que você não precisa realmente de um docinho. São aqueles momentos que, com um pouquinho de força de vontade - muita força, muita vontade - você consegue se dizer NÃO e, pronto, finalmente partir pra repousar a cabeça em outro lugar.
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