Eu não vou dizer que não estou emagrecendo. Estou.
Posso estar emagrecendo mais lentamente. Ou não. Mas estou emagrecendo. Finalmente, cheguei nos 125kg! O danado do 125, de onde as mais imensas de gorda partiram. Sonhei com esse número secretamente por um tempo. Agora que estou aqui, tirei um pouco de sua importância. Só eu sendo quem sou.
Recentemente, descobri que duas amigas minhas emagreceram. Uma amiga mesmo, mas não mora no estado e outra, de mais perto, já não tão amiga assim. Lembrei das várias vezes que essa segunda esteve aqui em casa, sonhando comigo sobre ser magra. Lembro da gente puxando as gorduras pra frente do corpo, visualizando sobre o ombro, no espelho, uma cintura "fininha" nas costas. Ela tá consideravelmente magra. Deve ter se esforçado também, pois sempre foi gorda. A primeira citada, a amiga-amiga, conseguiu perder 1/3 do que eu perdi e tá toda feliz. Fiquei feliz por ela, também. Batemos um papo sobre alimentação, dieta, rotina de gordo querendo ser ex-gordo, etc. Foi legal. Só que, desde então, tenho me pego numa fissuração louca, em seu sentido não tão figurado assim, de emagrecer. "Ah, porque ela não come nem macarrão..."; "Sua amiga já perdeu 10 quilos!" — Os pensamentos de culpa e auto-acusação começaram a ir e vir. Foi aí que entendi a feiura da minha cabeça: travei uma disputa inexistente contra os quilos perdidos da minha amiga. O que não faz o menor sentido! Primeiro, porque estou perdendo peso há quase um ano. Sou veterana nisso. Segundo, porque já perdi o triplo dela. Alou, eu, você está "na frente"! Mais absurdo do que travar uma batalha de um guerreiro só, ainda me faço sentir mal, MESMO estando "ganhando". Eu me envergonho de mim quando tenho pensamentos assim. Sou tão evoluída e bem resolvida numas coisas, pra me deixar vencer por meus próprios pensamentos tolos. Eu teria mais vergonha ainda se minha amiga caísse de paraquedas aqui e lesse essas besteiras.
(Sobre a amiga-não-tão-mais, divaguei sozinha sobre seu método de emagrecimento: se era saudável, se estava tomando remédios, se tinha parado de comer, se estava se entupindo de nitritos e nitratos e ainda assim estava magra. Em tempo, outro pensamento: "Poxa, eu achei que EU ia ser a emagrecida do antigo grupo. Já não sou mais o destaque". Eu tenho um problema de egocentrismo/estrelismo intenso. Culpo o signo. Mas tento melhorar. Gosto de explanar meus pensamentos pra que vocês não achem que sou um doce de gordinha. Não sou. Sou uma má pessoa em muitas situações.)
Essa obsessão não pode fazer bem. Ainda mais se te deixar ansiosa e propensa a atacar doces.
Semana passada, fiz um propósito comigo mesma de tentar reduzir o açúcar a uma refeição por dia. Excluindo molho de tomate e essas coisas. O açúcar puro, em questão, viria de refeições doces mesmo, até das mais saudáveis, como panqueca de cacau (adaptei uma receita de panqueca americana... vocês não tem ideia da gostosura!). O açúcar que venho usando é o light, metade açúcar, metade adoçante. (...) Fico desconfortável com o adoçante, mas vivo me afundando e voltando de um dos meus eternos dilemas: saudável ou magro? Sempre tendo a preferir o saudável e, nessa, já passei pelo cristal, demerara, mascavo... Mas como o nome diz: dilema.
Pois, então. Mesmo antes da minha amiga aparecer, eu tinha decidido que fecharia 2014 tendo eliminado 35 quilos. Pensei que 40 seria possível, mas sei bem dos meus escorregões. E, como pra isso, teria que perder 12 quilos, optei por uma metinha mais pé no chão. No dia de hoje, ainda não virei os 30 quilos exatamente. Mas tá quase lá. Se for contar pelo meu peso matutino e em jejum — conto assim, desde que comprei uma balança, hoje complelo -29,900kg. Sabe, EU SEI que poderia ter ido muito melhor nessa. Eu ainda como tanta besteira... Não é que não tenho jeito: eu tenho, acredito nisso. Mas eu tenho sido safada-sem-vergonha o bastante pra me permitir seguindo em rédeas frouxas. E, pra mim, nesse momento, desde que eu continue perdendo, estou ganhando.
Sei quepreciso quero fechar mais a boca nesses próximos dois meses. Ainda me restam 6 quilos pra meta estabelecida. Nesse caso, fecho o ano pesando 119kg (Já tô aqui pensando que poderia fechar em 115...). Só então, vem os bichos-papões... festas de natal e ano novo! Não... nada disso. Não sei como vou me comportar, mas sei que pretendo o melhor possível. E desde uns meses atrás, já sei que o pudim da ceia vai ser um mais light que vi lá no blog da Denny.
Sinto falta do instagram. Olhar uma timeline motivada o dia todo meio que ajuda. Estou sem celular e poderia olhar pelo computador, sim, mas não é a mesma coisa. E eu gosto de sofrer, então... (...)
Resultado dessa loucura bagunçada e constante: com roupas mais largas e atualizando a barrinha de progresso aqui embaixo! :')
Posso estar emagrecendo mais lentamente. Ou não. Mas estou emagrecendo. Finalmente, cheguei nos 125kg! O danado do 125, de onde as mais imensas de gorda partiram. Sonhei com esse número secretamente por um tempo. Agora que estou aqui, tirei um pouco de sua importância. Só eu sendo quem sou.
Recentemente, descobri que duas amigas minhas emagreceram. Uma amiga mesmo, mas não mora no estado e outra, de mais perto, já não tão amiga assim. Lembrei das várias vezes que essa segunda esteve aqui em casa, sonhando comigo sobre ser magra. Lembro da gente puxando as gorduras pra frente do corpo, visualizando sobre o ombro, no espelho, uma cintura "fininha" nas costas. Ela tá consideravelmente magra. Deve ter se esforçado também, pois sempre foi gorda. A primeira citada, a amiga-amiga, conseguiu perder 1/3 do que eu perdi e tá toda feliz. Fiquei feliz por ela, também. Batemos um papo sobre alimentação, dieta, rotina de gordo querendo ser ex-gordo, etc. Foi legal. Só que, desde então, tenho me pego numa fissuração louca, em seu sentido não tão figurado assim, de emagrecer. "Ah, porque ela não come nem macarrão..."; "Sua amiga já perdeu 10 quilos!" — Os pensamentos de culpa e auto-acusação começaram a ir e vir. Foi aí que entendi a feiura da minha cabeça: travei uma disputa inexistente contra os quilos perdidos da minha amiga. O que não faz o menor sentido! Primeiro, porque estou perdendo peso há quase um ano. Sou veterana nisso. Segundo, porque já perdi o triplo dela. Alou, eu, você está "na frente"! Mais absurdo do que travar uma batalha de um guerreiro só, ainda me faço sentir mal, MESMO estando "ganhando". Eu me envergonho de mim quando tenho pensamentos assim. Sou tão evoluída e bem resolvida numas coisas, pra me deixar vencer por meus próprios pensamentos tolos. Eu teria mais vergonha ainda se minha amiga caísse de paraquedas aqui e lesse essas besteiras.
(Sobre a amiga-não-tão-mais, divaguei sozinha sobre seu método de emagrecimento: se era saudável, se estava tomando remédios, se tinha parado de comer, se estava se entupindo de nitritos e nitratos e ainda assim estava magra. Em tempo, outro pensamento: "Poxa, eu achei que EU ia ser a emagrecida do antigo grupo. Já não sou mais o destaque". Eu tenho um problema de egocentrismo/estrelismo intenso. Culpo o signo. Mas tento melhorar. Gosto de explanar meus pensamentos pra que vocês não achem que sou um doce de gordinha. Não sou. Sou uma má pessoa em muitas situações.)
Essa obsessão não pode fazer bem. Ainda mais se te deixar ansiosa e propensa a atacar doces.
Semana passada, fiz um propósito comigo mesma de tentar reduzir o açúcar a uma refeição por dia. Excluindo molho de tomate e essas coisas. O açúcar puro, em questão, viria de refeições doces mesmo, até das mais saudáveis, como panqueca de cacau (adaptei uma receita de panqueca americana... vocês não tem ideia da gostosura!). O açúcar que venho usando é o light, metade açúcar, metade adoçante. (...) Fico desconfortável com o adoçante, mas vivo me afundando e voltando de um dos meus eternos dilemas: saudável ou magro? Sempre tendo a preferir o saudável e, nessa, já passei pelo cristal, demerara, mascavo... Mas como o nome diz: dilema.
Pois, então. Mesmo antes da minha amiga aparecer, eu tinha decidido que fecharia 2014 tendo eliminado 35 quilos. Pensei que 40 seria possível, mas sei bem dos meus escorregões. E, como pra isso, teria que perder 12 quilos, optei por uma metinha mais pé no chão. No dia de hoje, ainda não virei os 30 quilos exatamente. Mas tá quase lá. Se for contar pelo meu peso matutino e em jejum — conto assim, desde que comprei uma balança, hoje complelo -29,900kg. Sabe, EU SEI que poderia ter ido muito melhor nessa. Eu ainda como tanta besteira... Não é que não tenho jeito: eu tenho, acredito nisso. Mas eu tenho sido safada-sem-vergonha o bastante pra me permitir seguindo em rédeas frouxas. E, pra mim, nesse momento, desde que eu continue perdendo, estou ganhando.
Sei que
Sinto falta do instagram. Olhar uma timeline motivada o dia todo meio que ajuda. Estou sem celular e poderia olhar pelo computador, sim, mas não é a mesma coisa. E eu gosto de sofrer, então... (...)
Resultado dessa loucura bagunçada e constante: com roupas mais largas e atualizando a barrinha de progresso aqui embaixo! :')


