sexta-feira, setembro 26, 2014

Wrapt-Vupt

Dia desses, vi na série uma menina comendo um wrap lindo, todo trabalho na alface! Quis. (Coisa boa querer um wrap e não um donut! Eu costumo me influenciar muito vendo série. Se aparece uma comida, vou querer. Moral da história: veja séries onde pessoas comem saladas e saudáveis.)

Na minha vontade louca, googlei e achei uma receita legal no Adeus Obesidade da Tamy. Porém, fiquei com preguiça de deixar a massa descansar os 40 minutos necessários e depois abrir com rolo — que nem tenho. Então, improvisei, juntei uns ingredientes e ta-daaaa! Criei meu próprio wrap. Adorei e já quero fazer de novo! Recheei com alface e um pouquinho, bem pouquinho, de frango desfiado com requeijão.


(Não sei se a foto tá apetitosa, mas o wrap estava delicioso!)

Dificuldade: Moleza.
Rendimento: 2 discos.

Ingredientes: 

1 ovo
3 colheres de sobremesa bem cheias de farinha de trigo integral (percebi que seria melhor se tivesse sido peneirada, mas não precisa)
1 colher de sobremesa de óleo
Um pouquinho de água (o suficiente pra massa ficar mais pra líquida que cremosa)
Uma pitada de sal

Preparo:

Mexe tudo com o fouet, joga metade na frigideira antiaderente e espalha BEM!
Deixa dourar dos dois lados e tá pronto: wrap integral MAIS GOSTOSO que o do mercado. E sem conservantes ou aditivos!

Pra vocês terem noção, o Rap 10 integral da Pullman tem: farinha de trigo integral, farinha de trigo fortificada com ferro e ácido fólico (farinha branca!), gordura vegetal (sabe-se lá qual), sal, fibra de trigo, conservadores propionato de cálcio e ácido sórbico, fermentos químicos, bicarbonato de sódio, pirofosfato ácido de sódio e fosfato monocálcico e acidulante ácido fumárico. Ui! Cansei. Esse tanto de nome complicado... fujo. Se a gente pode evitar, com uma versão caseira até mais gostosa (confia em mim), pra que gastar mais de 6 reais num pacote desses secos, cheios de aditivos? Sem falar que UMA unidade de wrap integral industrializado contém 11% da recomendação diária de sódio. De morrer.

Extra: Se você gosta de ler rótulos de produtos, você vai gostar do site Fechando o Zíper. Inclusive, tirei as informações do wrap da Pullman de lá. :)

domingo, setembro 07, 2014

O que faz você emagrecer?

Lá no início, depois de eu finalmente ter decidido fazer alguma coisa, qualquer coisa pra mudar, me estabeleci algumas regras. É engraçado de contar. Eu estava num estado tão crítico, tão arrasada, tão dependente da comida, tão gorda, tão sem salvação, tão sensível, que eu precisava de toda a ajuda que eu pudesse me dar.

Tão fraca. Tão brava.

Era a primeira vez que eu tentava mudar a sério e aquilo me embrulhava o estômago, como quando tomo uma decisão importante e como em cada momento realmente intenso que estou prestes a viver. Eu não poderia me deixar vulnerável, disponível. Eu não poderia me permitir ser um alvo ou uma presa fácil pra comida, pra minha fraqueza. Eu precisava me proteger.

Assim ficou firmado que eu não curtiria nenhuma foto de gordice que passasse no meu Instagram. Assim como também deletaria ou ocultaria do celular todas as minhas próprias fotos de comilança das saídas. Descurtiria ou deixaria de receber o feed de todas as páginas de restaurantes no meu facebook. Não poderia deixar nada daquilo visível pra mim. Isso me ajudou muito.

Pra te falar a verdade, eu nunca achei de verdade que pudesse emagrecer. Isso, definitivamente, não era pra mim. Provavelmente morreria gorda.

Quando criança, frequentava a igreja com minha mãe. Sempre nos incentivavam a pedir por milagres. Desde os 7, o meu pedido era o mesmo. "Emagrecer". "Adelgazar". Eu escrevia o pedido até em outros idiomas por tamanha vergonha. Eu pedia, basicamente, pra acordar com outro corpo.  É, o milagre que eu quero é este: faça-me magra!  Bom, Deus nunca me atendeu. Você pode achar absurdo um pedido assim. Eu mesma já me peguei pensando que o correto seria ter pedido por coragem, força de vontade pra mudar... Mas você não pode culpar a eu-criança, nem a eu-treze anos. Ora, se é milagre... Até onde sei milagres são... milagrosos! Surreais. Como mágica. Eu não precisaria fazer nada, só querer. Até onde sei, Jesus fez paralíticos andarem. Poderia ter feito a gorda emagrecer, sim. Às vezes achava que não era atendida por meu pedido ser muito fútil. Não era. Obesidade é doença. Não estou aqui pra discutir religião, nem pra ofender ninguém. Mas você me entende, certo?

Ainda sobre a igreja, tinham épocas que nos propunham jejuns! Eu adorava. Desculpa perfeita pra ficar sem comer sem ter a reprovação da mãe. Bom, isso não adiantava muito. A gente já sabe que comer de três em três horas que é o ideal. De qualquer forma, eu sempre acabava por comer.

Com meus cento e cinquenta e quatro quilos e novecentos, cento e cinquenta e cinco se preferir, não tinha nada a que me agarrar. Deus e eu já não nos falávamos. As calças manequim maior-da-loja seguiam apertadas, com os botões pulando, rasgando do atrito entre as coxas gordas  ali, mais gordas que nunca.

Lembro de gastar em torno de setenta reais, cada vez que ia às Lojas Americanas. Levava pra casa várias barras de chocolate, vários biscoitinhos, vários tudo. Toda sorte de chocolate. Eu poderia mentir descaradamente pra mim todas às vezes, dizendo que guardaria pra depois, que faria render, mas isso nunca acontecia. Geralmente, todo esse estoque esgotava em... dois dias.

Pra mudar, pra querer mudar, é preciso muito! Eu acredito que esse tenha sido o maior esforço que já fiz até hoje.

Veja, não me acho vencedora — ainda. Não porque ainda me restam tantos quilos a perder, que, em perspectiva, parece uma piada. Sim porque vivo deixando fugir minha bravura, minha vontade, minha coragem. Eu já disse, todo mundo sabe, é mais fácil engordar. Todo mundo sabe que é mais fácil, muito mais confortável, desistir.

Você tem que usar o que funciona pra você. Pra mim, um sentimento quase de pena, me serve  "Coitada de mim, estou aqui sofrendo, comendo essa salada enquanto meus amiguinhos comem batata-frita". É bem bizarro, até de confessar. É como uma auto-flagelação. Ter pena de mim me ajuda, algumas épocas, e isso, por si só, me faz ter pena de verdade da pessoa desajustada que eu sou. Por outro lado, julgar e me sentir superior também funciona: "Olha, minha amiguinha sem força de vontade, comendo tudo que vê pela frente. Ainda bem que eu sou superior. Sou forte e superior. Coma bastante aqui do meu lado, pra que me sinta melhor. Superior." Pessoa horrível.

Dentre as opções saudáveis, respirar emagrecimento também me ajuda. Passar o dia vendo receitas, planejando a próxima refeição saudável, controlar o horário da água, controlar a quantidade de água, falar sobre isso, pesquisar sobre isso, olhar a timeline do instagram fit, ver inúmeros vídeos sobre isso. — Emagrecer, emagrecer, emagrecer. Eu quero emagrecer. Pessoas estão emagrecendo. Emagrecer é possível. Buscar alimentação mais saudável. Emagrecer. Emagrecer!  Eu disse saudável? Obcecar com alguma coisa pode não ser tão saudável assim. (...) Obcecar pra fugir. Pra focar. Pra não deixar, nem por um momento, o pensamento escapar: emagrecer.

Lá no meu primeiro mês, como disse, não acreditava que emagreceria. Nunca estive tão angustiada, tão gorda. Estava, mais que nunca, com muito a perder. Seria muito difícil. A primeira pessoa que me fez acreditar que seria possível foi a Petê Camargo. Pesquisando no Google sobre dietas e emagrecimento, me deparei com ela. Sua história me chamou atenção e me encheu de inspiração. Ela tinha perdido exatamente o que eu precisaria perder. Nunca havia sabido sobre ninguém que tivesse perdido tanto. Era possível, então.

Eu tive a ajuda da minha melhor amiga, que me disse que seria possível, que acreditou em mim, que enxugou minhas lágrimas desesperadas e que começou a dieta junto comigo. Como em tudo na vida, ela estava ali por mim.

Agora, vestindo o manequim maior-da-loja, mas desta vez cabendo apropriadamente; agora, com o papo menor, voltado ao normal, tamanho meu padrão  que nunca foi muito grande, comparado as outros gordos; agora, depois de já muitas vezes me sentir bem E emagrecida, vou dando permissão pro cinto se afrouxar. Todos os dias penso em buscar voltar à seriedade dos primeiros dias. Nunca volto. Nunca voltará a ser tão sério, porque já não estou naquela gravidade de situação.

O que eu preciso, e que você precisa, é achar o que te motive — de verdade  a cada novo dia. Porque, depois de um tempo, vai ficando mais fácil, você está adaptada, mais fácil ainda... até que o jogo vira e fica cada dia mais difícil.

Tentar. Insistir. Tentar um pouquinho mais.
Tentar de verdade.
Focar.

Bote a cabeça no lugar. Tome vergonha nessa sua cara! Você não vê o quanto caminhou até aqui?
Veja que não está sendo suficiente.

Pra emagrecer, basta QUERER.

Se você não quer, ninguém pode te ajudar. É mesmo simples assim.
Se você não consegue, você não está querendo. E eu nem digo querendo o bastante; só querer já resolve. Se você QUER, você consegue.

Você não quer.

Não se deixe levar... Eu te peço, não se deixe levar.

Prometa-se.
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quinta-feira, agosto 28, 2014

É impossível comer um só!

Estava eu lavando louça, naquele momento em que os pensamentos flutuam, e me lembrei desse slogan da Cheetos. Fiquei intrigada.  Eu havia acabado de comer três fatias de bolo, daqueles secos de padaria.

Uma hora antes das fatias de bolo, tinha feito minha refeição certinha e após três horas da anterior: mingau de aveia com coco. Delicinha. Estava satisfeita. Daí, me chega minha mãe com esse bolo e eu vou lá e provo. Três vezes. O assunto hoje não sou eu, nem meus fraquejos (Aliás, tô ótima! Separo os fraquejos em conscientes e inconscientes; isso me ajuda e acalma, de certa forma. Esse foi consciente e logo parei). O assunto de hoje é a propaganda. Que tipo de bosta passa na cabeça dos comerciantes pra incentivar alguém (crianças!) a comer porcaria? Que tipo de bosta tem na cabeça de alguém pra incentivar E ACHAR BONITO a compulsão alimentar? "É impossível comer um só!"  É sim! E o que tem isso? Isso é legal? Isso é algo pra você se gabar?

Veja bem, há algo muito errado com a cultura toda. Assim como as vós costumam achar, tortamente, que uma pessoa magra é uma pessoa de pouca saúde  "Você tá muito magrinha, precisa comer!", a mídia parece incentivar isso também. (...) Do que estou falando? As empresas não estão nem aí pra nada, a única coisa que importa são os lucros. Se eles só soubessem o que uma pessoa pode passar por uma relação descontrolada com a comida...

Eu nunca fui diagnosticada com compulsão alimentar, mas eu poderia me descrever como compulsiva. O caso do bolo de hoje, por exemplo. Não era bom, mas era bom, e eu precisava comer mais! Era impossível comer uma fatia só. Pelo menos tive a decência de parar na terceira fatia e não comer a metade do bolo, como antes.

O slogan não podia ser pior. Estava na dúvida se era slogan do Bis ou do Batom; não era nem um, nem outro. Nesse caso, nem a marca ficou fixada na minha cabeça. Mas, sim, a ideia de ser permitido, legal, divertido e, quiçá, obrigatório comer o pacote inteiro.

Tsc. Tudo errado.



Extra: Tirinha sobre Bis que acabei de achar. Muito precisa. Por Fernanda Nia Ferreira "Como eu realmente"

Beijo pra Ana Preguiça que odeia lavar louça.
Beijo pra todas vocês que comentaram coisas tão gentis no post passado. Obrigada.

quinta-feira, agosto 14, 2014

Caminho de volta

"Sim, eu estou perdida.

Se você contar, não são muitos dias. De repente, são. Não tenho muito como saber. Os pensamentos estão somente em comer. A verdade é que não sei há quanto tempo estou assim.

Eu suspeitei quando escrevi que não estava perdida. O primeiro sinal de fraqueza, de recaída, é negar o problema, mentir para si mesmo. 

Não tenho conseguido me controlar. De repente, parece que tudo que escrevi até agora é besteira. Não interessam os sabores mudados, não interessam os bons resultados, não interessam os quilos deixados pra trás. Fica estranhamente fácil e tranquilo desacreditar que foi verdade um dia. O lugar foi dado à derrota conformada, confortável.

Dia desses experimentei roupas que, antes, não cabiam. Me serviram uma calça antiga e um shortinho que ganhei de presente. A calça ainda carregava o nylon da etiqueta mal arrancada. Não sei se cheguei a usar. Foram poucos meses atrás, quando ganhei o shortinho. Tive que deitar na cama, empurrar as banhas pra dentro e quase explodir o botão pra caber no mimo. E agora dava, subia fácil. Só um pneuzinho contido, muito tranquilo, que, em alguns dias, eliminaria.

Acontece que, poucos dias depois disso, eu engordei. A balança disse e as roupas também. Gramas a mais me fizeram ficar apertada e deformada nas roupas que agora cabiam. 

Veja, engordar é fácil. Se perder, perder o foco e a força de vontade, também.

Ainda não consegui voltar ao meu normal pós quinze dias focados. Não me recuperei. Estou toda desorganizada. Estou tentando. Vou bem até certa parte do dia, todo dia. Até que chega uma hora e leva minha garra toda embora. No dia seguinte, mesma coisa. Está difícil. Desde que comecei a emagrecer, nunca engordei de novo. Pelo menos, não que soubesse. Aliás, essa é outra coisa. Não está me fazendo bem me pesar semanalmente. Vou voltar pro esquema mensal.

(...) 

O engraçado é que eu fico procurando uma corda-resgate pra me segurar e, com isso, só penso nos desafios dos dias sem açúcar, detox, etc etc. Mas, ao mesmo tempo, não quero arriscar. Foi depois do 15 dias sem jacar que me perdi. 

Hoje já me imaginei gorda de novo  Não que eu esteja magra, veja bem."

E eu não terminei de escrever. Abandonei o texto também. Faz três dias que estou com esse bloco de notas aberto.

Enfim, as coisas melhoraram. Pode soar exagerado engordar em dois dias; estar perdida e, três dias depois, estar melhor. Mas não é. O tempo, aqui, está além disso. Dias não significam meros dias pra quem está em constante batalha.

Estou mais calma, mais focada. Pesagem agora, provavelmente, só no fim do mês. Estou indo devagar, não estou me cobrando muito, estou realizando pequenos acertos, estou tentando até não pensar muito, me distraindo, e, assim, fico mais calma. Estou achando o caminho de volta.

Devo agradecer também a minha soulmate, que me deu umas chacoalhadas.

segunda-feira, agosto 04, 2014

Sabores

Eu disse pra vocês. E eu não disse da boca pra fora. Depois de algum tempo se reeducando, quando você vai provar aquela comida maravilhosa, ela já não tem o mesmo sabor — De novo, não vale pra tudo, fique atento.

Desde que terminei o desafio dos dias sem jacar, tenho reexperimentado várias coisas. Deixa eu ver se consigo listar tudo que andei comendo até escrever esse post: doce de leite, beijinho, cachorro-quente, brigadeiro, risole de camarão, guaraná natural, mini salgadinhos fritos, lasanha congelada. Acho que foi isso.

Bom, vamos lá. O doce de leite eu já havia dito que não gostei. O beijinho estava maravilhoso! Beijinho de panela — meia lata de leite condensado e coco ralado. Maravilhoso. Mas me fez muito mal! Meia hora depois, já não existia vestígio dele em mim, vamos dizer assim. O danado me causou tanta cólica que, só se eu não fosse safada, teria parado por ali. Mas não. Era o décimo sexto dia, do post passado — eu estava extravasando. Mais tarde, fui fazer cachorro-quente. Logo após ter lido um pouco mais sobre nitrito e nitrato de sódio e seu potencial cancerígeno. O cachorro-quente estava normal. Não é uma coisa que eu ame muito, só mais uma gordice. Comi duas salsichas em um pão comprido próprio de cachorro-quente.

No dia seguinte, ainda me encarava, de dentro da geladeira, uma lata de leite condensado pela metade. Leite Moça, devo destacar a gostosura. Quis logo terminar com aquilo. Peguei a danada, juntei duas ou três colheres de achocolatado e me fiz um brigadeiro. Sem-graça! Demais. Papa de chocolate. Mingau. Não sei se foi a falta da manteiga... não sei. Mas provavelmente não, porque já fiz muito brigadeiro sem manteiga e me deliciava. Pois bem, não foi agradável. Ruim mesmo. Torcia a colheradas pra acabar.

Já era outro dia e eu havia ido me pesar. O peso continua exatamente o mesmo da semana passada — e eu só pude ficar agradecida por isso, visto que, ali, já tinha atacado tudo que citei acima.

Ainda no "me permitindo", sambando na cara do perigo, fui até minha loja de lanches favorita e peguei meu pedido de sempre: risole de camarão com guaraná natural da casa. "Hmm... o que houve aqui? Esse risole está meio salgado, não está? Deixa eu beber um pouco de guaraná..." — E quase engasgo em tanto açúcar. Não vou negar que estavam gostosos, dentro do possível. Afinal, era minha combinação preferida. Mas nem de longe era a gostosura de antes. Eram dois extremos tão intensos! O salgado, muito salgado e o refresco, muito, muito doce. "Eu adorava esse guaraná! Costumava pedir o copo maior! É sério isso?"— É.

Depois de todas essas experiências meio frustradas, insisti e comprei uma porção de mini salgadinhos fritos. Não estava nem aí, tá percebendo? Haha. Felizona da vida. Os salgadinhos... nhe... meh. Nada demais. Salgados, também. Nenhum prazer neles.

E, pra terminar, hoje almocei lasanha congelada. Fiz até um post sobre ela no instagram. Gostosa? Eu diria que "ok". Nada demais, também. Comeria 3/4 dessa lasanha no passado. Pra ser educada. Comeria tudo, se me deixassem. Ainda hoje, achei que comeria a metade. Que nada! Resisti e me servi apenas com 1/4 e me sinto saciada. O que me deixa muito feliz. :D

Engraçado que, dias atrás — entre uma jaca consciente e outra, planejando a próxima refeição, me peguei desejando comida saudável. "Ah... pizza dormida de café da manhã? Ah, não, quero uma panquequinha de aveia com morangos!" — Era tipo isso. Me surpreendi. Foi engraçado e satisfatório ver a nova eu mostrando a cara, marcando território, batendo o pé.

É incrível como a gente muda. Nosso paladar muda. Tudo muda. Até nosso organismo muda e reclama nas nossas escapadas. — Foi o caso do beijinho, a primeira grande gordice após 15 dias comendo pouco açúcar, pouco sal, pouquíssima gordura. O corpo se acostuma. Mais rápido, até, que a cabeça. Você fica aí lutando pra não pensar naquele x-tudo, naquele pedaço de torta, quando o corpo mesmo, não está nem aí mais. Já não sente a menor falta.

SIM, se a gente se reeducar, se adaptar, dá. Se a gente insiste, a gente se acostuma e o processo, logo, logo, se torna mais fácil. :)

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