Pois bem. Acabaram-se os 15 dias sem jacar.
Resultado?
Bom, já no décimo quinto dia, que foi ontem, eu fui ao mercado e pirei. Deu vontade de trazer pra casa todas as coisas do mercado. Todas. Coisas que eu nem compro mais. Coisas que nem me apetecem tanto.
Hoje, dia décimo sexto, primeiro dia pós desafio — vencido, está sendo o que as pessoas chamam de "dia do lixo" (êlaiá... eu versus nomeclaturas). A verdade é que não estou comendo nem tanta coisa errada. Mas eu quero declarar o dia de hoje assim! Que seja hoje um dia de muita gordice! Muitaaaa! (A maior gordice do dia até agora foi doce de leite — bem ruim, por sinal — numa metade de crepioca. Nada demais. Mas eu PRECISO me sentir livre, PRECISO dizer que hoje eu posso e vou comer todassssss as gordices do mundo. Estou sufocada.)
O projeto foi lindo. Tranquilo demais, mamão com açúcar. Foram 15 dias bem fáceis de levar. Acho que nos primeiros dias, me deu uma aflição de querer alguma coisa que não podia, já não me lembro bem. Certamente, também tiveram os dias da vontade louca de doce. E os dias da larica geral. Resolvi boa parte disso com banana desidratada.
Tirando os dias mais aflitos, repito, o projeto foi muito tranquilo. Inclusive, pensei em fazer isso uma vez por mês. A ideia original era fechar a boca total pra porcarias durante metade do mês e me controlar e comer porcarias só de vez em raramente, na outra metade do mês. Mas, hoje, vejo que é melhor não.
A verdade é que eu estou em reabilitação. Até mais que isso, porque nunca fui controlada, nunca soube lidar com a comida, minha droga.
Eu, ainda, não tenho capacidade psicológica de me privar totalmente das comidas mais "lixo". Por que? Porque acontece o que me acontece hoje. Hoje, não sei amanhã, eu PRECISO sentir liberdade. É como se estivesse 15 dias em cárcere e agora quero, loucamente, fazer tudo que não pude nesses dias. Não, quero fazer mais que tudo. Quero fazer tudo e mais um pouco!
Você me entende?
Eu não estou nem com vontade de comer alguma gordice específica. Não estou nos dias de larica, não estou nos dias de querer doce desesperadamente. E eu poderia fazer do dia de hoje mais um dia sem jacar. Mas eu não tenho condições psicológicas pra isso. E não é um sistema de recompensa! Não é porque eu fiquei quinze dias clean, que agora posso me recompensar com toda a comida do mundo! Mas é assim que me sinto.
E é por isso que eu concordo com as pessoas que dizem que reeducação alimentar é a melhor dieta. Porque: um, você se reeduca e passa a comer outras coisas, descobrir novos sabores e quantidades e; dois, você não se priva de nada. Isso é importante pra quem tem a cabeça tão envolvida em comer. E a verdade é que, não se privando e se reeducando, raramente você vai comer besteira. A quantidade diminui, os novos sabores entram em cena e, em alguns casos, quando você vai comer aquela comida de novo, ela já não é tão saborosa assim (Claramente, não estou falando de batata-frita com calabresa acebolada!).
Mas, ó, valeu muito a pena! Cada dia superado era uma alegria, um alívio e um 'X' marcado na folhinha! Sim, eu era capaz! — E sou. Só tem o probleminha do pós, que já expliquei. A experiência de postar todas as refeições no instagram, como imaginei, foi muito "seguradora de onda". Afinal, quem quer fazer feio em público? Sem contar que era super legal ver as refeições do pessoal. (Abraço, @dietdukandiary e @robertaluglio!)
Conclusão: não tem conclusão. Eu sou muito volúvel. Concluo que não deveria mais participar de desafios na dieta e me apegar à reeducação. Mas a verdade é que já bati o olho no "10 dias detox". E ainda tem aquele dos tantos dias sem açúcar, que não me escapa! Um dia faço!
E assim vou seguindo, nessa relação de amor e ódio com desafios, instagram, hashtags, nomeclaturas... Perdendo pouco, perdendo muito, parcelando o emagrecimento... mudando.
E hoje vou me permitir. Está tudo bem. Não estou perdida.
Resultado?
Bom, já no décimo quinto dia, que foi ontem, eu fui ao mercado e pirei. Deu vontade de trazer pra casa todas as coisas do mercado. Todas. Coisas que eu nem compro mais. Coisas que nem me apetecem tanto.
Hoje, dia décimo sexto, primeiro dia pós desafio — vencido, está sendo o que as pessoas chamam de "dia do lixo" (êlaiá... eu versus nomeclaturas). A verdade é que não estou comendo nem tanta coisa errada. Mas eu quero declarar o dia de hoje assim! Que seja hoje um dia de muita gordice! Muitaaaa! (A maior gordice do dia até agora foi doce de leite — bem ruim, por sinal — numa metade de crepioca. Nada demais. Mas eu PRECISO me sentir livre, PRECISO dizer que hoje eu posso e vou comer todassssss as gordices do mundo. Estou sufocada.)
O projeto foi lindo. Tranquilo demais, mamão com açúcar. Foram 15 dias bem fáceis de levar. Acho que nos primeiros dias, me deu uma aflição de querer alguma coisa que não podia, já não me lembro bem. Certamente, também tiveram os dias da vontade louca de doce. E os dias da larica geral. Resolvi boa parte disso com banana desidratada.
Tirando os dias mais aflitos, repito, o projeto foi muito tranquilo. Inclusive, pensei em fazer isso uma vez por mês. A ideia original era fechar a boca total pra porcarias durante metade do mês e me controlar e comer porcarias só de vez em raramente, na outra metade do mês. Mas, hoje, vejo que é melhor não.
A verdade é que eu estou em reabilitação. Até mais que isso, porque nunca fui controlada, nunca soube lidar com a comida, minha droga.
Eu, ainda, não tenho capacidade psicológica de me privar totalmente das comidas mais "lixo". Por que? Porque acontece o que me acontece hoje. Hoje, não sei amanhã, eu PRECISO sentir liberdade. É como se estivesse 15 dias em cárcere e agora quero, loucamente, fazer tudo que não pude nesses dias. Não, quero fazer mais que tudo. Quero fazer tudo e mais um pouco!
Você me entende?
Eu não estou nem com vontade de comer alguma gordice específica. Não estou nos dias de larica, não estou nos dias de querer doce desesperadamente. E eu poderia fazer do dia de hoje mais um dia sem jacar. Mas eu não tenho condições psicológicas pra isso. E não é um sistema de recompensa! Não é porque eu fiquei quinze dias clean, que agora posso me recompensar com toda a comida do mundo! Mas é assim que me sinto.
E é por isso que eu concordo com as pessoas que dizem que reeducação alimentar é a melhor dieta. Porque: um, você se reeduca e passa a comer outras coisas, descobrir novos sabores e quantidades e; dois, você não se priva de nada. Isso é importante pra quem tem a cabeça tão envolvida em comer. E a verdade é que, não se privando e se reeducando, raramente você vai comer besteira. A quantidade diminui, os novos sabores entram em cena e, em alguns casos, quando você vai comer aquela comida de novo, ela já não é tão saborosa assim (Claramente, não estou falando de batata-frita com calabresa acebolada!).
Mas, ó, valeu muito a pena! Cada dia superado era uma alegria, um alívio e um 'X' marcado na folhinha! Sim, eu era capaz! — E sou. Só tem o probleminha do pós, que já expliquei. A experiência de postar todas as refeições no instagram, como imaginei, foi muito "seguradora de onda". Afinal, quem quer fazer feio em público? Sem contar que era super legal ver as refeições do pessoal. (Abraço, @dietdukandiary e @robertaluglio!)
Conclusão: não tem conclusão. Eu sou muito volúvel. Concluo que não deveria mais participar de desafios na dieta e me apegar à reeducação. Mas a verdade é que já bati o olho no "10 dias detox". E ainda tem aquele dos tantos dias sem açúcar, que não me escapa! Um dia faço!
E assim vou seguindo, nessa relação de amor e ódio com desafios, instagram, hashtags, nomeclaturas... Perdendo pouco, perdendo muito, parcelando o emagrecimento... mudando.
E hoje vou me permitir. Está tudo bem. Não estou perdida.

