quarta-feira, julho 30, 2014

Só por hoje.

Pois bem. Acabaram-se os 15 dias sem jacar.
Resultado?

Bom, já no décimo quinto dia, que foi ontem, eu fui ao mercado e pirei. Deu vontade de trazer pra casa todas as coisas do mercado. Todas. Coisas que eu nem compro mais. Coisas que nem me apetecem tanto.

Hoje, dia décimo sexto, primeiro dia pós desafio — vencido, está sendo o que as pessoas chamam de "dia do lixo" (êlaiá... eu versus nomeclaturas). A verdade é que não estou comendo nem tanta coisa errada. Mas eu quero declarar o dia de hoje assim! Que seja hoje um dia de muita gordice! Muitaaaa! (A maior gordice do dia até agora foi doce de leite — bem ruim, por sinal — numa metade de crepioca. Nada demais. Mas eu PRECISO me sentir livre, PRECISO dizer que hoje eu posso e vou comer todassssss as gordices do mundo. Estou sufocada.)

O projeto foi lindo. Tranquilo demais, mamão com açúcar. Foram 15 dias bem fáceis de levar. Acho que nos primeiros dias, me deu uma aflição de querer alguma coisa que não podia, já não me lembro bem. Certamente, também tiveram os dias da vontade louca de doce. E os dias da larica geral. Resolvi boa parte disso com banana desidratada.

Tirando os dias mais aflitos, repito, o projeto foi muito tranquilo. Inclusive, pensei em fazer isso uma vez por mês. A ideia original era fechar a boca total pra porcarias durante metade do mês e me controlar e comer porcarias só de vez em raramente, na outra metade do mês. Mas, hoje, vejo que é melhor não.

A verdade é que eu estou em reabilitação. Até mais que isso, porque nunca fui controlada, nunca soube lidar com a comida, minha droga.

Eu, ainda, não tenho capacidade psicológica de me privar totalmente das comidas mais "lixo". Por que? Porque acontece o que me acontece hoje. Hoje, não sei amanhã, eu PRECISO sentir liberdade. É como se estivesse 15 dias em cárcere e agora quero, loucamente, fazer tudo que não pude nesses dias. Não, quero fazer mais que tudo. Quero fazer tudo e mais um pouco!

Você me entende?

Eu não estou nem com vontade de comer alguma gordice específica. Não estou nos dias de larica, não estou nos dias de querer doce desesperadamente. E eu poderia fazer do dia de hoje mais um dia sem jacar. Mas eu não tenho condições psicológicas pra isso. E não é um sistema de recompensa! Não é porque eu fiquei quinze dias clean, que agora posso me recompensar com toda a comida do mundo! Mas é assim que me sinto.

E é por isso que eu concordo com as pessoas que dizem que reeducação alimentar é a melhor dieta. Porque: um, você se reeduca e passa a comer outras coisas, descobrir novos sabores e quantidades e; dois, você não se priva de nada. Isso é importante pra quem tem a cabeça tão envolvida em comer. E a verdade é que, não se privando e se reeducando, raramente você vai comer besteira. A quantidade diminui, os novos sabores entram em cena e, em alguns casos, quando você vai comer aquela comida de novo, ela já não é tão saborosa assim (Claramente, não estou falando de batata-frita com calabresa acebolada!).

Mas, ó, valeu muito a pena! Cada dia superado era uma alegria, um alívio e um 'X' marcado na folhinha! Sim, eu era capaz! — E sou. Só tem o probleminha do pós, que já expliquei. A experiência de postar todas as refeições no instagram, como imaginei, foi muito "seguradora de onda". Afinal, quem quer fazer feio em público? Sem contar que era super legal ver as refeições do pessoal. (Abraço, @dietdukandiary e @robertaluglio!)

Conclusão: não tem conclusão. Eu sou muito volúvel. Concluo que não deveria mais participar de desafios na dieta e me apegar à reeducação. Mas a verdade é que já bati o olho no "10 dias detox". E ainda tem aquele dos tantos dias sem açúcar, que não me escapa! Um dia faço!

E assim vou seguindo, nessa relação de amor e ódio com desafios, instagram, hashtags, nomeclaturas... Perdendo pouco, perdendo muito, parcelando o emagrecimento... mudando.

E hoje vou me permitir. Está tudo bem. Não estou perdida.

sábado, julho 19, 2014

Mas eu tô tão feliz!

Cara, eu perdi 20kgs! 20,95. E isso de tênis :D

Fui me pesar hoje com coragem, mas, também, com receio. Nunca tinha me pesado com um intervalo tão pequeno desde a última pesagem. E eu pretendia me pesar agora só no fim do #15diassemjacar. Cabou que eu gostei tanto do resultado, tô me sentindo tão bem, feliz, emocionada... que tô pensando em fazer disso uma rotina. Todo sábado, caminharei até o centro da cidade pra me pesar  como fiz hoje. Dá uma hora indo e uma hora vindo, em meus passos lentos. E ainda volto pra casa com um sorriso rosto. :)

Nossa, é um sentimento muito bom subir na balança e ver que o teu número diminuiu. E essa semana foi tudo dobrado, porque, reforço, o intervalo foi muito curto  1 semana. Sempre me pesei de mês em mês. Ainda sobre as coisas boas dobradas: bem-estar dobrado, sorrisos dobrados, sensação de paz dobrada, felicidade dobrada. Eu estou ótima! 133,95 é o número atual, fellas. Tava contando de perder gramas! Mas não! Perdi 1,8kg! :D Woooohoooo!

O projeto de não jacar (ahem, estamos dizendo a palavra livremente) está indo bem! Não jaquei nenhuma vez E NEM vou jacar. Até senti culpa por um franguinho mais gorduroso que estava desejando comer, mas, não foi jaca. Até porque, antes, comeria o triplo do que comi, mais uma caminha de arroz  delicioso  branco. E isso seria uma jacada. Mas não, optei por duas colheres de arroz integral, daqueles sete grãos  um achado, tô adorando.

Estou focadíssima, ainda mais depois de hoje. Hoje é o quinto dia de desafio. Eu 5, jaca 0. Sabe que até fiz uma refeição de abacaxi? A experiência foi bacana. Só tinha tomado o suco do abacaxi, e isso já na vida nova. Era daquelas que gritava que odiava a comida, mesmo sem nunca ter provado. A sensação é boa de tentar coisas novas, realmente me reeducar nesse processo de emagrecimento. Nem sempre gosto do sabor. Por exemplo, comi nabo no outro dia e, nossa, que coisinha amarga. Jiló também não gostei. "Ah, mas é pra comer a parte de dentro, a casca é mais amarga"  Desculpa, a parte de dentro?? Com TODAS essas sementes???? Errr... não, nojinho.

Mas faz parte. Nem todas as pessoas do mundo comem todas as coisas do mundo. Normal. Né? Tem coisa que não gosto muito, mas também não detesto; é o caso da melancia  o suco; in natura ainda não provei com coragem suficiente pra valer a opinião. Nesses casos mornos, me forço a comer. Não vai matar, pelo contrário, vai fazer bem. Tô ligada no alto índice glicêmico da melancia, mas, fora ele, ela tem propriedades legais, e uma coisa que me motiva nessa de vida saudável e emagrecimento são os benefícios que os alimentos nos proporcionam.

...E parece que tem jiló pra janta. Será que pego unzinho?

quinta-feira, julho 17, 2014

Mal criada

Eu tenho uma longa e antiga história com excesso de peso e descontrole alimentar. Muito do que sou hoje, melhor, muito do que cresci sendo, muito de quem eu fui até resolver mudar, teve a ver com minha infância toda maluca, desregrada.

Comer nunca foi um problema. Eu comeria de tudo... Tudo o que não prestasse. E eu tinha o apoio da minha mãe, de certa forma. Na maior parte do tempo, ela estaria comendo duas cumbucas de sorvete de flocos comigo. Quando ela não estivesse afim, bem, aí ela estaria me julgando.  "Três pães?". Não, espera. A quem eu estou querendo enganar?  "Cinco pães???"

Minha mãe quase sempre teve preguiça de cozinhar e as refeições de que mais me lembro foram compostas de feijão, arroz e uma coisa frita. Podia ser hambúrguer frito (De frango, tá? Porque de frango é light!!!!  Não!), podia ser mortadela frita ou empanado frito. Ou podia não ser frito, também: podia ser salsicha ferventada. Quanta saúde!  E isso eu tô falando de prato principal.

Sem ser prato principal, de primeira refeição, eu teria  sempre  café com pão ou café com biscoito Maizena. De lanche da tarde, biscoito recheado, certeza. De repente... pra jantar... um hambúrguer. Não, o hambúrguer maior de todos os oferecidos. O trio, por favor. Ou, quem sabe, meia lasanha congelada ou meia pizza congelada? Abraço, Sadia!

Eu passei toda a minha vida amando essas coisas. Devorando esse tipo de comida. Sem regras. — Talvez um pouco delas, na frente de alguém ou sob os olhos às vezes julgadores de minha mãe.

O problema estava em muitos lugares. Talvez, principalmente, na minha mãe. Ela tentou comida saudável comigo enquanto eu era bebê. Depois cresci um pouquinho e bati o pé que não gostava ou não queria e, pronto, parou de insistir. Eu gostaria que ela tivesse insistido. Mas ela não insistiria, até porque, como já disse, ela adoraria ser aquela a comer a outra metade da pizza congelada.

Uma coisa que sempre amei comer é o tal do danado do biscoito Maizena. Como molhando eles no café. Sinta-se à vontade pra achar um nojo, todo mundo acha. Eu adoro isso. Se eu estivesse doente, minha mãe me daria essa comida (Claro, comida de doente é biscoito cheio de gordura e açúcar, não canja). Mas nisso aí eu não posso culpá-la inteiramente. Semanas atrás, quando fiquei doente, lá fui eu pra minha combinação predileta. É um tipo de conforto. Uma comida mais carinhosa que quase qualquer outra.

O problema, de tudo, é sempre o equilíbrio. A moderação. E isso eu nunca tive  Estou lutando pra aprender a ter agora. Lembro de, criança, me desafiando a ver quantos biscoitos eu conseguiria molhar no café e comer de uma vez só. Uns sete? Brincadeira de criança, nenhum adulto consciente pra notar. Problema de adulto. De eu, adulta.

O tanto de merda que eu comi em todos esses anos... Eu peço à vida pra que não me puna. E nesse caso, eu falo de doenças mais graves. A punição óbvia foi a obesidade. Chegar onde cheguei, sem controle algum de mim.

terça-feira, julho 15, 2014

Foco, força e... jaca.

Foco: palavra que está danada. Amaldiçoada. Estragada. Você fala "foco" e eu já imagino uma hashtag antes da palavra, seguido de um selfie de uma maromba escrota no espelho da academia. #focoforçaefé  Meu ovo, maromba escrota!

Acontece que, na realidade e ignorando as marombas irritantes, foco é, mais que uma hashtag, uma palavra pra se levar pra vida.

Nessa longa e contínua estrada da perda de peso, foco é a palavra. Foco é o estilo, o meio, a saída. Você deve, mesmo, respirar foco. Foco exige concentração... ou foco é concentração? Foco se mistura com força de vontade. Sem foco, tudo danado. Focar não é fácil e se manter focado é pior ainda.

Quando tive contato com o foco, soube. Era um sentimento forte e, até, de equilíbrio. É como estar em cima de uma corda bamba, presa entre dois arranha-céus, com toda uma cidade lá embaixo. A coisa é braba.

É preciso muito foco pra dizer não pras comidas que falam mais forte com você e pra todos os desvios que você pode cometer nesse período.

E, falando em desvios, nós também temos uma palavrinha irritante pra isso: jaca, do verbo jacar. :)

Não sei se é meu lado underground que grita com essas palhaçadas mainstreamnidades, com o perdão da criação da palavra, mas essas palavras-moda, que estão em todos os perfis do Instagram, ugh, me embrulham um pouco. Até mais que um pouco.

Diferente de "foco", "jaca" não tem perdão algum da minha parte. Escroto e só escroto. Entretanto, de uns dias pra cá, acredito que depois que o Brasil ficou fora da Copa e todos se desesperaram com as comilanças feitas em prol dos gols, tenho visto muitas pessoas no Instagram se lançando um desafio: "15 dias sem jacar" Ahhhh, e eu adoro um desafio!

Adoro desafios, não só de curtos prazos, não só fáceis. Já me meti em cada um... que fica pra outro dia contar. Desde que vi o #15diassemjacar, achei interessante. O problema é que eu estava com receio de tentar ESSE desafio. Afinal, se é pra usar a palavra, eu passei a minha vida sendo a Rainha Jaca  tudo o que eu comia era "jaca"  e é absolutamente normal que eu "jaque" (e o verbo vai sendo conjugado...) de vez em quando. De vez em sempre. De vez em bastante, mais do que deveria.

Estou me reeducando, mas posso dizer que, em todas as semanas, arrumei um espacinho pra uma fatiazinha de bolo... quem sabe até 3? Arrumei espaço pra um chocolatinho, uns biscoitos recheados (3.. 6, enquanto antes era o pacote todo  o que dá mais de, pasmem, 1000 calorias!) e até uns biscoitos Maizena (no caso, meio pacote enquanto antes era um pacote inteiro). Então, com todas essas mordomias e indulgências que eu mesma venho me concedendo com o passar das semanas, 15 dias regrados... bem, me dói! É isso. Não é que é não vou conseguir, se tentar. É que não quero abrir mão das indulgências!

Pois bem, não deveria ser assim. Está aberta a temporada regrada: 15 dias sem jacar! Vou tentar postar todas as refeições lá no Instagram  Às vezes falta saco. Uma boa de postar todas as refeições é pensar bem antes de comer algo torto, gordo.

Conclusão: Vai ver as palavras toscas estão aí pra nos ajudar.

E, antes de ir, deixe-me atualizar vocês: Eu peso 135 kgs! :D Não completou os 4kgs da meta de uns posts atrás, mas também não completou um mês. Felicidade enorme  sem falar no bem-estar e na autoestima lá em cima  quando vi o número lindo na balança! Corri aqui pro blog pra atualizar a bonequinha caminhante ali embaixo. :)

terça-feira, julho 08, 2014

Um mês de caminhada!

Sim, eu consegui! :D

Um mês atrás vi a Flávia Calina começando um projeto de criação de hábitos. Ela ia tentar um mês lavando louça antes de dormir e caminhando 30 minutos por dia. Eu me inspirei e resolvi ir junto.

Cabou que a própria Flá não terminou o desafio do exercício. Mas cabou, também, que no meio disso, eu criei esse blog e, já no primeiro dia, inspirei a amiga Ana Preguiça a começar a caminhar láaa em Portugual. Quase não acreditei! Muito bom! Adoro esse ciclo de inspiração. A gente se ajuda, muitas vezes, sem nem saber.

Um mês caminhando, 30 minutos todos os dias. Lutei com o probleminha da fantasia, passou. Lutei com a preguiça alguns dias, também passou. Recebi visita no meio do período, arrastei a visita pra caminhada. No final do desafio, fiquei doente. Desses dias debilitada, um fui pra rua e voltei pálida; um caminhei em casa; outro, fiz exercício em casa ao invés de caminhar  Caminhar em casa deixa tonta, rapaz!  e o último, ontem, eu fui pra rua de novo! Retomando o ritmo.

Nesse um mês, já notei minha postura melhor. Incrível! Ando reta agora. Mais disposta. Barriga pra dentro, peito estufado! Como tem que ser.

Feliz que consegui. Pro próximo mês, quem sabe até algo mais?

E você, vai começar o que hoje?

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